24 de Junho de 2009

Governança SOA Light

zapthink

A zapthink acabou de publicar um artigo muito legal a respeito de implantação light de SOA. Um modelo de implantação incremental, focado em ROI de curto prazo, em resposta principalmente para o cenário econômico atual.

Artigo escrito por Jason Bloomberg, um dos principais analistas do mercado. (Download aqui!)

O artigo traz uma série de informações relevantes de mercado e ferramentas, e apresenta também uma visão macro de abordagem para implantação de SOA em um modelo leve, com menores riscos e resultados em curto prazo.

LEITURA OBRIGATÓRIA!!

Lightweight SOA

Download do artigo: aqui!

Alguns trechos do paper:

- “SOA is not particularly risky.”

- “It’s finally time to dispel the myth that SOA success requires a large initial investment and a long-term effort to achieve significant business results.”

- “When times are tough, it is imperative that businesses rethink the way they are doing business.”

- “In lightweight SOA projects, architecture, business processes, and governance drive SOA infrastructure and tooling choices.”

Abraços,
Marcílio

05 de Junho de 2009

Webinar sobre Lightweight SOA

Pessoal,

No próximo dia 25/Junho terá um webinar gratuito falando sobre uma abordagem mais leve, ágil e iterativa na implantação de SOA (chamada lightweight SOA). Mais informações sobre o webinar:

Com a crise econômica, as empresas se sentem pressionadas a reduzir custos e aumentar a agilidade. SOA é uma proposta concreta para superar esses desafios. No entanto, a era dos projetos enormes e de alto risco para a implantação de SOA vem chegando ao fim. Registre-se nesse webinar e entenda como uma abordagem light pode ajudá-lo a superar os desafios citados enquanto atua na implantação de SOA em sua empresa.

Para se inscrever, clique em: https://www1.gotomeeting.com/register/671589169

Abraço,
Kleber

27 de Maio de 2009

Quanto vale SOA

É bastante recorrente a discussão sobre os riscos da implantação de SOA sem preparação e definição de benefícios alvo. O texto abaixo, que li no site da Sensedia, fala sobre a necessidade de se estabelecer métricas adequadas para conseguir medir o real ROI de SOA nas empresas (e isso deve ser feito caso a caso). 

As organizações devem ter expectativas realistas e identificar métricas de sucesso que estejam de acordo com a empresa para obter valor a partir da arquitetura orientada aos serviços (SOA), de acordo com o Gartner. Estudo global, realizado com 200 companhias no quarto trimestre de 2008, aponta que 40% dos usuários de SOA não medem o tempo necessário para o retorno dos investimentos e 50% dos entrevistados que não utilizam SOA não adotaram esses sistemas porque não conseguem articular e demonstrar o valor que ele tem para os negócios.

“A maioria das empresas que começa a utilizar SOA tem expectativas demais, como a obtenção imediata de ciclos de projetos mais rápidos, mas frequentemente os usuários não estão a par dos esforços, recursos e tempo necessários para conseguir tais benefícios”, afirma Massimo Pezzini, vice-presidente de pesquisas e pesquisador do Gartner.

Segundo ele, consequentemente, alguns projetos de SOA são considerados falhos, quando na verdade simplesmente não houve métricas bem estabelecidas para avaliar o sucesso. Para ter certeza de que as expectativas sejam realistas e que a empresa tomou medidas precisas com relação às suas metas, o Gartner recomenda que as organizações se concentrem em obter somente um benefício chave da lista de vantagens comerciais de SOA.

Segundo o instituto, a medida que os esforços com SOA ficarem amadurecidos, e os benefícios começarem a surgir, elas poderão acrescentar mais benefícios e mudar ou acrescentar novas medidas de acordo com a situação. A escolha dos benefícios depende de qual o valor comercial mais urgente ou mais importante que o benefício possa oferecer e a rapidez com que possa ser obtido.

Vi em: Sensedia radar

24 de Maio de 2009

Os mitos do SOA

Por Thomas Erl e Ricardo Barbosa.

SOA (arquitetura orientada a serviços) é caro, leva tempo e precisa envolver toda a empresa. Os mitos que se criaram em torno da arquitetura de serviços, sejam totalmente falsos ou não, afastam as empresas que poderiam obter resultados favoráveis e retorno no investimento em uma infraestrutura mais moderna.

O problema começa com a utilização de vários sistemas e diferentes tecnologias, seja por herança de gerações anteriores de TI ou impostos por fusões e aquisições. Mesmo onerosos para manter e evoluir, as empresas dedicam cada vez menos tempo para adaptá-los às crescentes demandas das áreas de negócios. Como resultado, acabam por produzir uma colcha de retalhos, além de centenas de integrações ponto a ponto.

O SOA e as inovações tecnológicas correlatas permitiram às áreas de TI desenvolver unidades de lógica (serviços) altamente flexíveis e interoperáveis. Assim, é possível se adaptar a mudanças de negócios de forma mais fácil e com menos custos.

O desafio está nas empresas compreenderem o que é SOA e como adotá-lo. Quando a área de TI desenvolve um sistema para atender a uma necessidade específica da área de negócios, ela o faz mais rápido e mais barato do que com a utilização de SOA e a área de negócios fica satisfeita. Porém, mais caro e mais demorado no início, o SOA trará em médio e longo prazo mais agilidade para a empresa. É quando os desenvolvimentos cedem lugar a simples e rápidas composições de serviços já existentes. 

Os modelos de business case e ROI usados para TI não conseguem captar esses benefícios. Eles vão acontecer nas áreas de negócios por meio da diminuição do time-to-market e aumento da lucratividade, o que nem sempre é simples de ser mensurado. Para piorar o quadro, muitas empresas dizem ter adotado SOA e na verdade apenas tentaram resolver problemas de integração de sistemas.Nesse caso, se trata de uma iniciativa isolada da área de TI que adquire uma série de tecnologias sem se preocupar em construir serviços segundo os princípios de design de serviços.

Outro mito é que para ter sucesso o SOA deve envolver toda a empresa. Falso. Serviços podem ser desenvolvidos e colocados em repositórios distintos (chamados de Inventários de Serviços) dentro da mesma empresa, permitindo que a empresa adote SOA de uma forma gradual. Assim, a empresa pode passar a identificar projetos e a produzir “pedaços” gerenciáveis. Essa abordagem está diretamente relacionada a um padrão de design recentemente publicado chamado Domain Inventory (para uma descrição, consulte www.soapatterns.org). 

O fato de poder adotar SOA de forma gradual deve servir de estímulo para que as empresas iniciem um projeto piloto que demonstre resultados palpáveis às áreas de negócio ao mesmo tempo conferindo à área de TI um entendimento sobre os diversos aspectos correlacionados (governança, infraestrutura, segurança, sistemas legados, etc.) resultando em experiência e confiança necessárias para estender SOA para o restante da empresa. 

Thomas Erl é autor de livros sobre SOA mais vendidos do mundo. Sua obra mais recente é SOA: Princípios de design de serviços, publicado pela Editora Pearson. Também é o fundador da SOA Systems Inc. Ricardo de Castro Barbosa é sócio da SOA-Savoir Faire Educação e Consultoria e é certificado como “SOA-Consultant” pela SOA Systems.

 

Li no baguete.

20 de Maio de 2009

Como ter SOA

Por favor, não desista! E nem se deixe intimidar :-)

soa e web services

 

 

Mais uma do Geek And Poke

Pessoal, segue um artigo enviado pelo Daniel Waldman.
O texto discute sobre o roadmap executado num projeto de implantação SOA, ilustrando algumas características importantes: Abordagem incremental, reúso de serviços, infra-estrutura mínima (repositório) e planejamento

 

CENÁRIOS E ETAPAS PARA IMPLANTAÇÃO SOA

No ano passado estive envolvido em um projeto com Workshops com grandes fornecedores de soluções SOA como a HP, a SUN, entre outros. Um dos objetivos desse projeto era aprofundar o conhecimento em SOA e perceber como funciona na prática o seu processo de implantação, através da apresentação de modelos de implantação, experiência dos consultores em grandes clientes e ainda cases de sucesso de grandes multinacionais. 

Segundo a revista Decision Report [1] uma boa implementação de SOA com boas práticas de governança pode trazer um excelente resultado para a organização. Se o projeto por implementado de uma forma eficiente o reuso em futuros sistemas pode chegar a 80% que é uma taxa muito elevada e com uma probabilidade muito pequena de acontecer comparada com uma arquitetura tradicional. Com essa taxa o custo de um projeto de desenvolvimento se torna muito menor e o retorno sobre o investimento é grande.

Ao final do projeto foi possível constatar que a implantação de um cenário SOA em uma grande organização não é uma tarefa fácil. É necessário um comprometimento dos funcionários da organização para o projeto poder ser executado com sucesso. Além disso, outra característica importante para o sucesso de uma implantação é a divisão por etapas para a implantação SOA. 

Um erro muito comum é organizações desejarem alterar todo seu cenário de softwares de uma só vez. Essa é uma estratégia que tem traz sérios problemas: é alterado de uma só vez o dia a dia dos funcionários que lidam com os sistemas. Outro fator importante é que normalmente quando se tenta fazer uma mudança brusca dessas não se consegue fazer uma boa migração, pois passam a existir muitos sistemas para se trabalhar e dessa forma não é possível concentrar os esforços em cada detalhe necessário. 

Pela experiência dos consultores pode-se perceber que projetos com elevado grau de sucesso são feitos em fases: primeiro se escolhe alguns sistemas, realiza-se a migração e observa o funcionamento para depois repetir o mesmo processo para outros sistemas até que se tenha realizado para toda a organização.

A figura 1 representa as etapas que segundo Gartner é o cenário ideal para uma organização de grande porte, com centenas de sistemas distribuídos, implantar um processo de SOA utilizando práticas de governança. A primeira etapa, que se for bem realizada pode durar em torno de 1 ano, é a que a organização começa a migrar alguns serviços para SOA. Nesse momento, conforme citado anteriormente, o importante não é se preocupar em implantar vários serviços, mas fazer alguns que possam já trazer o quanto antes algum beneficio. Com esses serviços implantados não é necessário ter um repositório final de serviços e as práticas de governança começam a ser definidas. O importante nesse período é testar o comportamento dos serviços, verem as políticas de governança que devem ser aplicadas e começar a trabalhar com as questões de repositório de serviços, controle de acessos, contratos de utilização, controle de consumidores entre outros.

Figura 1 - Adaptado de Gartner [2]

 

Além disso, outro fator importante é a escolha de sistemas simples, para serem utilizados nessa fase. Essa escolha é importante para que daqui a algum tempo quando surgir um projeto novo que utilize características dos projetos piloto já se possam constatar as vantagens que trouxeram a implantação do projeto piloto como, por exemplo, a reutilização de componentes e com isso aceleramento no tempo de desenvolvimento do novo projeto.

A etapa seguinte é a de um período muito grande, podendo levar até 4 anos, dependendo da infra-estrutura existente e da quantidade de sistemas que necessitam ser migrados. Essa etapa é muito importante, pois nessa fase que os outros serviços da organização começam a ser migrados. Essa é a fase chamada de cenário intermediário, pois até o seu final vai existir uma coexistência entre serviços com SOA e sistemas antigos. Durante esse processo as políticas de governança devem ser implantadas aos poucos conforme forem existindo as necessidades. Além disso, o repositório de serviços deve obrigatoriamente ser utilizado, pois é através dele que serão procurados os serviços que já estão implantados para poderem ser utilizados ou reaproveitados por outros serviços. Nesse ponto a organização começa a perceber um dos principais benefícios trazidos por SOA: o reaproveitamento de serviços. Com isso os novos projetos começam a se tornar mais rápidos, baratos e com menos problemas, pois quanto maior for o nível de reutilização, menor o desenvolvimento e assim chance de problemas. Ao final dessa etapa chega-se a um bom cenário organizacional: serviços estão implantados, existe reaproveitamento, controle do ambiente, registro de serviços e políticas de governança implantadas.

A última fase é o cenário estável para a organização. Os sistemas existem com conceitos de serviços, todos estão no repositório, não existem serviços duplicados e existe alta taxa de reuso. Todas as políticas de governança, processos de desenvolvimento de software foram implantados e estão estáveis. Nesse ponto, o importante é manter o ambiente para o futuro: novos serviços devem seguir o processo desenvolvimento e as políticas organizacionais, utilização de serviços deve ser feita via repositório com um contrato formal de prestação de serviços, entre outras.

Porém, esse modelo sugerido acima só se aplica a grandes organizações. Para empresas médias pode ser realizado um modelo alternativo. Ele deve ser feito considerando o número de sistemas existentes e de áreas da organização.  A figura 2 representa um modelo para implantação de SOA utilizando práticas de governança.

Figura 2 - Adaptado de Gartner [2]

 

Assim como no outro modelo proposto, o primeiro passo é a realização de um projeto piloto. No projeto piloto devem ser definidas as ferramentas que serão utilizadas no ambiente SOA. Além disso, devem ser escolhidos, da mesma maneira que no processo anterior, os sistemas pilotos. Ao final dessa etapa devem ser analisados os resultados do piloto para verificar se os resultados da ferramenta escolhida e dos sistemas pilotos foram satisfatórios. Caso não sejam, devem ser repetidos tantos pilotos quanto necessários até a organização estar confiante para avançar para a próxima fase.

Na segunda etapa, primeiramente deve ser feito a migração dos sistemas da área onde foi feito o piloto anteriormente. Durante esse trabalho as práticas de governança devem ser definidas conforme a necessidade da implantação. Ao final de todos os sistemas da área o processo deve ser repetido quantas vezes forem necessárias para cada área da empresa. O tempo dessa fase vai depender da quantidade de setores ou divisões dos sistemas da organização. Esse processo acaba quando todas as áreas da empresa forem migradas.

A última etapa, assim como no modelo anterior, é quando a organização já está com toda a política de governança definida e serviços implantados. O importante nesse momento é garantir que todos os colaboradores da organização sigam as políticas adotadas, como por exemplo, a verificação de serviços antes no repositório antes da criação de um novo, padrões de desenvolvimento, desenvolvimento orientado a serviços, entre outras práticas definidas.

Os modelos propostos nesse artigo são modelos indicados para o perfil das empresas. Porém, não pode se pode dizer com total confiança que este é o processo ideal para todas as organizações de mesmo porte sem que seja feita uma profunda análise do seu cenário e do seu contexto.

Referências:
  • [1] ZAIDAN, P. SOA atinge até 80% do reuso com governança, diz BearingPoint. [S.l.]:
    Disponível em: hwww.decisionreport.com.br. Acesso em: Março, 2009.
     
  • [2] PEZZINI, M. Practitioner’s Guide: Best Practices in Enterpricewide SOA Initiatives.
    [S.l.]: Disponível em: http://www.gartner.com/. Acesso em: Outubro, 2008.
Autor:
Daniel Waldman é Analista de Sistemas. Bacharel em Ciência da Computação e Pós-graduado em Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação pela PUC-RS. Atualmente trabalha com SOA e Integração Aplicacional utilizando tecnologias Seebeyound e Jcaps.
14 de Maio de 2009

SOA em tempos de crise

Vídeo sobre SOA x Crise, criado e disponibilizado pela Sensedia

 

“O atual cenário econômico pressiona as empresas a reduzir custos e repensar sobre a adoção de soluções devido as incertezas geradas com a crise, como consequencia investimentos em SOA podem ser colocados em dúvida devido a pressão para redução de custos e a comum dificuldade de se quantificar o retorno. Mas agora mais do que nunca as empresas estão focadas em maximizar o retorno de cada real investido.”

A apresentação foi baseada no artigo “How SOA May Thrive in a Recession” (Rich Seeley, 14 jan 2008, SearchSOA.com).

[]s
Marcilio

13 de Maio de 2009

Buzzwords …

SOAs, mashups, clouds… Por Geek & Poke:

Olá!

Após um tempo sem escrever, vou continuar explicando um pouco mais sobre os princípios básicos de SOA. Relembrando o que já foi escrito, passamos pelos primeiros três princípios, que tratam de serviços serem reutilizáveis, compartilharem um contrato formal e possuírem baixo acoplamento.

Hoje vou falar sobre o princípio que diz que os serviços devem abstrair a lógica nele contida. Ao final da explicação vou inserir um exemplo em JAVA para tentar ilustrar o princípio e facilitar a compreensão.

Serviços Abstraem a Lógica

29 de Abril de 2009

Pilares de Cloud Computing

Cloud computing requer uma infraestrutura de computação dinâmica, mas existem também outros pilares.” ( Dave Malcolm)

Artigo interessantes. Resumidamente, cinco pilares:

  • Infraestrutura de Computação Dinâmica
  • Abordagem Centralizada em Serviços de TI
  • Modelo de Uso Baseado em Auto-Serviço 
  • Plataforma Minimamente ou Auto-Gerenciada
  • Faturamento Baseado em Consumo

Leitura rápida e recomendada. Veja aqui.

[]s