Há uma característica recorrente nas empresas que muitas vezes inverte a ordem de quem deveria estar a serviço de quem: os processos e ações da área de TI são tão inflexíveis que acabam por obrigar as áreas de negócio a se adaptarem a eles. Sabendo do mundo de conexões ponto-a-ponto tão difícil de entender, manter e evoluir, não podemos considerar a área de TI a vilã dessa história.
Mais da metade dos “investimentos” atuais em TI são gastos com a manutenção dos sistemas já existentes, sobrando apenas uma pequena parcela dos recursos para serem divididos na modernização dos sistem

as e criação de novas aplicações que atendam as demandas de negócio.
Mas o que fazer com aquela pilha de legado que você tem na empresa? Uma solução seria substituir todas as aplicações existentes no legado por outras novinhas em folha. Acontece que o custo desse procedimento é elevado e difícil de ser justificado em termos de negócio. Além disso, ninguém está disposto a trocar aplicações que estão funcionando por novas que, invariavelmente, precisarão de um tempo de “acomodação”.
Então, qual seria a saída para essa sinuca de bico? É necessário um conceito simples, mas que tenha potencial para superar todos esses desafios de TI: SOA!
Essa sigla está no radar de 9 entre cada 10 executivos da área de TI e, se você está lendo esse texto, muito provavelmente é um deles. No entanto, se ao contrário, você é um executivo de TI e não está pensando em implementar SOA na sua empresa, pode se considerar em atraso com relação aos seus competidores:
* Seu time-to-market para novos produtos e serviços é mais lento
* Seus custos de TI são mais elevados
* A capacidade de implementar soluções de TI que atendam as necessidades do negócio é menor do que a dos competidores
* O legado da sua arquitetura de TI é como um navio encalhado na praia
Entretanto, para quem está convencido da importância de SOA, algumas observações são importantes. Na opinião do Gartner, líder no fornecimento de pesquisas sobre TI a nível mundial, “um programa de reúso completo e equilibrado é necessário para maximizar o sucesso em um ambiente SOA”. Já para Larry Fulton, analista do Forrester Research, a “governança efetiva é essencial para o sucesso da estratégia SOA, e um repositório SOA é essencial para a efetiva governança SOA”.
Uma boa oportunidade para conhecer mais sobre o assunto será a VII Conferência Anual de Integração Empresarial. Nesse evento, o Gartner, mais uma vez, traz ao Brasil um seleto grupo de analistas com a finalidade de compartilhar suas novas descobertas. Eles vão discutir questões-chave de TI para a América Latina, como a convergência das tecnologias de plataforma, o mapa do desenvolvimento de aplicativos orientados a serviços e vários aspectos relacionados a SOA e Web 2.0.
Acredito que o evento irá ajudar os participantes a perceber que, apesar de não ser exatamente uma bala de prata, SOA realmente poderá auxiliar a desarmar muitas armadilhas.
– José Vahl
Enviado por: aqueleblogdesoa
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