Parece que o mundo está acordando — mesmo sem nunca ter estado completamente dormindo — para algo tão natural: ativos são valiosos e precisam ser governados!
Estou falando do mercado de registries/registry. Ok, ok, não é tão natural assim, mas vamos limitar nossa amostragem de forma que pareça que é…
Parte dessa sonolência foi causada por uma seqüência de fatos mais ou menos assim: vários big-vendors de plataforma incluíam em seus produtos uma versão free de registry, tornando difícil para os niche-vendors competir com esse “preço”! Mas o barato sai caro ou, em business language, “you get what you pay for“, e esses registries eram bastante, digamos, inúteis (pouco investimento = poucas funcionalidades)! Pronto! Tá ai o impacto negativo no mercado de registries, ficando este a mercê dos bastiões da resistência Systinet, Infravio e SOA Software.
Lá por 2006 algumas empresas (onde “algumas” lê-se “FORTUNE 500”) que estavam investindo em SOA olharam para os seus serviços, que já estavam sendo implantados, olharam para os fracos registries e disseram: “Nossa! É disso que precisamos!”
Esse foi cutucão necessário para que o gigante começasse a se mexer (tem mel nesse pote!!) e começam as negociações/aquisições/junções. Ficou mais ou menos assim:
“João, que gostava de Alice, que gostava de Paulo, que gostava… Ops, história errada!”
“Mercury compra a Systinet e é comprada pela HP. WebMethods compra a Infravio. BEA é comprada pela Oracle depois de ter feito um acordo com a Systinet (assim como a TIBCO). Software AG cria a suite Crossvision baseada no produto da Centrasite. IBM luta consigo mesma (Rational) e SOA software segue seu caminho, investindo um pouco mais no seu produto.”
Olhando mais ao longe ainda vemos também gente com muito a evoluir (começaram bem, mas atualmente andam devagar) como a MuleSource, focada em ESB, mas que tem uma versão free da sua ferramenta de governança SOA (pobrinha, é verdade…).
Na linha Tupiniquim temos o DigitalAssets Manager (parcialidades a parte
) que busca o melhor dos mundos: já estabilizado e consolidado em design-time está com um pé (um pé e meio, vai…) em run-time.
E isso é só o começo! Essa história não está nem próxima do fim. Ainda nem comecei a falar das integrações, especialmente com UDDI (maioria), ebXML e o estilo “alone in the dark” da IBM. Aguardem e confiem!
Enviado por: josevahl
Posts relacionados:
- O papel dos Repositórios SOA
- O Modelo Canônico em uma abordagem SOA
- O lado técnico da aquisição de um ESB
Categorias:
Divulgue esse post:
LinkTo