15 de August de 2008

A volta dos que não foram

Parece que o mundo está acordando — mesmo sem nunca ter estado completamente dormindo — para algo tão natural: ativos são valiosos e precisam ser governados!

Estou falando do mercado de registries/registry. Ok, ok, não é tão natural assim, mas vamos limitar nossa amostragem de forma que pareça que é…

Parte dessa sonolência foi causada por uma seqüência de fatos mais ou menos assim: vários big-vendors de plataforma incluíam em seus produtos uma versão free de registry, tornando difícil para os niche-vendors competir com esse “preço”! Mas o barato sai caro ou, em business language, “you get what you pay for“, e esses registries eram bastante, digamos, inúteis (pouco investimento = poucas funcionalidades)! Pronto! Tá ai o impacto negativo no mercado de registries, ficando este a mercê dos bastiões da resistência Systinet, Infravio e SOA Software.

Lá por 2006 algumas empresas (onde “algumas” lê-se “FORTUNE 500”) que estavam investindo em SOA olharam para os seus serviços, que já estavam sendo implantados, olharam para os fracos registries e disseram: “Nossa! É disso que precisamos!”

Esse foi cutucão necessário para que o gigante começasse a se mexer (tem mel nesse pote!!) e começam as negociações/aquisições/junções. Ficou mais ou menos assim:

“João, que gostava de Alice, que gostava de Paulo, que gostava… Ops, história errada!”

“Mercury compra a Systinet e é comprada pela HP. WebMethods compra a Infravio. BEA é comprada pela Oracle depois de ter feito um acordo com a Systinet (assim como a TIBCO). Software AG cria a suite Crossvision baseada no produto da Centrasite. IBM luta consigo mesma (Rational) e SOA software segue seu caminho, investindo um pouco mais no seu produto.”

Olhando mais ao longe ainda vemos também gente com muito a evoluir (começaram bem, mas atualmente andam devagar) como a MuleSource, focada em ESB, mas que tem uma versão free da sua ferramenta de governança SOA (pobrinha, é verdade…).

Na linha Tupiniquim temos o DigitalAssets Manager (parcialidades a parte :-) ) que busca o melhor dos mundos: já estabilizado e consolidado em design-time está com um pé (um pé e meio, vai…) em run-time.

E isso é só o começo! Essa história não está nem próxima do fim. Ainda nem comecei a falar das integrações, especialmente com UDDI (maioria), ebXML e o estilo “alone in the dark” da IBM. Aguardem e confiem! :-)

Responses

Bacana o post, José!
Você sabe se já foi feito algum estudo ou simples avaliação das ferramentas opensource, sobretudo os ESBs?
Direto me perguntam isso, mas além dos que eu já usei, pouco vi sobre análises práticas ou POCs de barramentos free…

Tem algum material já publicado sobre isso?

Oi Marcílio,
Já utilizei e fiz pesquisa relativa a ESBs.
São elas, respectivamente, uma PoC com JBossESB, Mule e WebSphere Enterprise Service Bus e um estudo mais aprofundado do JBossESB para integração com nosso gerenciador de ativos digitais (maiores detalhes em: http://www.digitalassets.com.br/anexos/WP_integracaoESB.pdf).

[]s,

Luiz

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