26 de August de 2008

SOA – Erros comuns

Pessoal, vendo e sofrendo com a final do futebol feminido nas olimpíadas, foi possível perceber, no final da prorrogação, nossa craque Marta gritando, meio chorosa: “Meu Deus, o que fiz de errado!?”. Foi triste! E eu, craque por natureza, nada podia fazer (argh!)

Meu Deus, o que fiz de errado?!?

Meu Deus, o que fiz de errado?!?

Bom, ela eu não sei (talvez não acertou o gol:-)), mas como não estamos no blogdojuca, vamos tentar aplicar este pensamento para o contexto do nosso blog: “Meu Deus, o que as empresas têm feito de errado na implantação de SOA?!”

Você está cansado de todo mundo falar das balas de prata? Bom, que tal se discutirmos um pouco sobre o outro ponto de vista. Por que SOA pode fracassar? O que as empresas fazem errado?

Estes erros comuns, são tecnicamente chamamos de Anti-Patterns. Para mim, seriam “conselhos que devemos dar aos nossos inimigos”. Ou seja, são práticas comprovadamente erradas, muitas vezes baseadas em eperiências e tentativa/erro.

A experiência é a base de tudo

A experiência é a base de tudo

Acompanhei uma apresentação específica sobre esse tema no no 3o. SOA Forum, em São Paulo, em agosto de 2008, na qual destacaram 6 anti-patterns (vou apenas citá-los, já que eles estão sendo explicados no vídeo abaixo):

  1. Try to Boil the Ocean. Não tente ferver o oceano! Não adianta parar toda a empresas para implantar conceitos e padrões em todos os projetos. Embora as definições devem ser corporativas, é importante definir um foco e eleger projetos piloto, para não ficar apenas na teoria (patinando e nunca conseguir aplicar em um projeto real).
  2. Vamos implementar alguns Web Services. Embora webservices sejam uma boa abordagem para implantar os serviços de uma Arquitetura Orientada a Serviços, a simples existência desgovernada deles pode ser um tiro no pé.
  3. Pensaremos em governança mais tarde. Qual o número de serviços eu preciso ter para começar a pensar em Governança? No máximo 1!
  4. “Governar” vs. “Ser Governado”. É fundamental definir de forma clara os papéis e responsabilidades nas políticas de Governança. É importante considerar nas equipes que, de fato, várias pessoas que nunca se falaram vão passar a trabalhar em conjunto! (até falamos sobre isso no post: Adotar SOA é mais complexo do que parece). Barreiras culturais existem e não seria aqui que elas passariam despercebidas.
  5. A nossa empresa é diferente. É difícil achar, no mundo, quem tenha problemas inéditos. Mas, acreditem, é muito comum as empresas acharem que possuem um ambiente único. Mesmo em diferentes áreas, é possível reaproveitar, pelo menos, lições aprendidas.
  6. Vamos às Compras. Ir ao mercado e abrir a carteira não garante que tudo vai se encaixar à necessidade de empresa. SOA é estratégico da empresa. É uma abordagem arquitetural interna. Deve ser feito “de dentro pra fora”.

Para facilitar a vida, a apresentação feita pelo Kleber Bacili está disponível (vídeo abaixo) e tem 45 minutos.

Bom proveito!

[]s
Marcílio

Leave a response

Your response: