Fiquei impressionado com o desempenho de alguns atletas nestas olimpíadas de Beijing. Michael Phelps ignorando as linhas dos recordes no Cubo d’Água. O que dizer então do jamaicano Usain Bolt nos 100m rasos. A bela Isinbayeva indo além dos limites no salto com vara. Dentre tantos destaques, esses atletas devem ser referências fortíssimas para outros que disputam as mesmas modalidades, e todos devem estar se perguntado “o que eles fizeram para conseguir tal proeza?”. É só talento?
Ser referência em um esporte é ser perseguido por todos que querem no mínimo superá-lo. É a tal da referência. Um padrão a ser seguido que “pode” levá-lo ao sucesso. Óbvio que o talento faz toda a diferença e eu acredito muito nas pessoas.
Mas falando em referência, você possui referências para o seu projeto SOA? Ou sendo mais específico, você tem uma arquitetura de referência na sua empresa para estes projetos?
Aplicações SOA possuem um grau maior de complexidade em relação as aplicações tradicionais, visto que alguns níveis de abstração são adicionados. Uma maneira comprovadamente eficaz de vencer este desafio é elaborar e manter uma Arquitetura de Referência forte e versátil.
Meu amigo Airton Lastori no seu trabalho de pós-graduação diz que: “Uma Arquitetura de Referência consiste no conjunto de informações acessíveis a toda equipe de desenvolvimento e que provêem um conjunto consistente de boas práticas. Seu corpo pode conter informações vindas de diversas fontes: artefatos de projetos anteriores, princípios, metodologias, modelos conceituais, tecnologias, padrões de mercado, além dos próprios padrões corporativos. Portanto, a sua missão é prover um repositório de boas práticas arquiteturais que podem ser reusadas horizontalmente pela empresa, ao longo de todo ciclo de vida dos seus projetos de software, minimizando riscos e retrabalho.”
Eu concordo, e resumiria a arquitetura de referência como sendo:
- Apenas um conjunto de decisões técnicas!
- Decisões que afetam a qualidade do sistema inteiro: camadas, componentes e tecnologias, padrões, guias, nomeclaturas e patterns.
Mas também, uma Arquitetura de Referência:
- Aumenta a produtividade das equipes de projeto.
- Poupa tempo, pois fornece um ponto de partida.
- Norteia as preocupações do arquiteto.
- Provê um marco zero a partir do qual pode-se fazer medidas.
- Conhecendo uma arquitetura, é fácil familiarizar-se com outro projeto na mesma arquitetura.
- Quanto mais pessoas conhecem uma tecnologia, mais fácil é obter ajuda.
A figura abaixo é a representação dos itens que compõem uma arquitetura de referência, seja como produto gerado ou como inspiração para a sua elaboração.
Cada corporação deve ter a sua arquitetura de referência. Não acredito em Arquiteturas de Referência vendidas como um pacote. Será que existe uma Isinbayeva sendo vendida como pacote para ser campeã olímpica?
É claro que podem haver exceções, mas no geral cada corporação já possui os seus padrões, a sua cultura e as suas necessidades no desenvolvimento das suas aplicações. A arquitetura de referência carrega o DNA da corporação.
A idéia central disso tudo é a criação de aplicações SOA com serviços interoperáveis, facilitando as integrações, reutilizações e a manutenção das aplicações, bem como o domínio sobre os problemas conhecidos atrelado com aumento de produtividade (agilidade).
Para finalizar e reforçar, eu considero fundamental a criação de uma arquitetura de referência em qualquer estratégia de implantação SOA. Alguém concorda ou discorda?
- Fábio Rosato
Enviado por: Fábio Rosato
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